Formular críticas e implementar soluções na mesma proporção, é dever de casa pendente Cláudio Emerenciano, Promotor de Justiça
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“Mea culpa” de um repórter no dia do jornalista
11/09/2012 14:14
Divulgação
Hoje, 7 de abril, o Dia do jornalista, criado em 1930 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e comemorado anualmente. A origem é associada ao jornalista, político e médico italiano radicado no Brasil (1798-20/11/1830), grande defensor das ideias liberais na imprensa durante o Primeiro Reinado de D. Pedro I. Giovanni Baptista Líbero Badaró nasce em Laigneglia, na Itália, antes de se radicar em São Paulo.
Ele se destacou pela defesa e propaganda dos princípios liberais na imprensa paulista. Em 1829 fundou o jornal O Observador Constitucional, no qual faz críticas ao autoritarismo do imperador.
Líbero Badaró foi assassinado por desconhecidos na noite de 20 de novembro de 1830, durante uma manifestação promovida pelos estudantes do curso jurídico de São Paulo para comemorar a revolução liberal que depusera o rei Carlos X, da França. Pouco antes de morrer, teria dito: "Morre um liberal, mas não morre a liberdade".
A data permite uma análise crítica da profissão feita pelo autor, que começou a trabalhar em jornal com 14 anos de idade, no jornal Tribuna do Norte, em Natal e é jornalista profissional perante as leis brasileiras, além de advogado militante e político.
Uma prova de que o jornalismo é oxigenio de vida está revelada nesta colaboração do autor semanal ao blog do Túlio Lemos.
Escrevo por prazer, sempre em busca da novidade que caracteriza o repórter.
Ao longo da vida pude observar os dois angulos da informação, ou seja, de um lado, o trabalho do profissional de jornalismo e de outro o exercício de funções ou mandatos eletivos que geram notícias no plano político.
A relevância do jornalismo para a sociedade democrática não justifica que se omita no dia do jornalista a mea culpa, em relação a certos comportamentos anti-éticos de empresas de comunicação e profissionais pessoas físicas. O fato exige uma discussão honesta sobre a ética do jornalismo.
A liberdade de imprensa impõe que o fato seja divulgado, por mais cruel que ele seja. Não se pode esconde-lo. É correto.
Entretanto, alguns desvios no exercício dessa liberdade de imprensa têm sido observados no dia a dia do cidadão.
Por exemplo, as insinuações inseridas em páginas, audio ou TVs sobre pessoas físicas e jurídicas extrapolam os limites dos fatos, com o uso do jornalismo para favorecer lobbies e interesses econômicos, ou de outra natureza. Divulgam-se notícias positivas sobre certos temas e negativas sobre outos (“concorrentes”). Forma-se um estranho tipo de marketing para influir, ou até ameaçar governos.
Tal relação de causa e efeito é profundamente nociva à sociedade e resulta na desinformação, ou informação manipulada.
Outro aspecto é o corporativismo, que se se enraiza na atividade jornalística, praticamente impedindo qualquer visão crítica de abusos ou excessos cometidos. Contestar uma informação, ou buscar a vida judicial, cria regra geral o protesto em massa dos demais órgãos da mídia e dos profissionais.
Isto não ocorre no “erro médico, advocatício”, ou na defesa dos direitos do consumidor, que resulta na responsabilização do comércio ou da indústria.
Todos estas reflexões vêm em benefício do status do jornalista. A informação para ter crédito necessita da credibilidade do órgão e do agente que a divulga. Sem isso, a sociedade navegará em tempestades permanentes, com vicios provocados pelas versões distorcidas, ou interesses escusos preservados por debaixo do pano.
Como jornalista formulo tais considerações no dia do Jornalista – 7 de abril –, justamente para valorizar uma atividade, sem dúvida fundamental para a democracia e a cidadania.
Chegou a hora dos órgãos de classe liderarem um debate nacional sobre a ética do jornalista. Não se desejam prisões ou imposição de multas exorbitantes.
O que caberia, talvez, a exemplo da Alemanha, seria a “sanção difusa” para quem cometer excessos, dolosos ou culposos, que consistiria em suspensões ou até interdições, parciais ou totais, no exercício da profissão.
Um colunista de jornal que, por acaso, fosse suspenso por uma semana teria a sua credibilidade abalada. Tal punição valeria mais do que prisão ou multa.
É uma questão a ser pensada pela classe, através das suas representações legais.
Todas essas medidas valorizarão os órgãos de comunicação social e os seus quadros funcionais, além de fortalecerem a democracia brasileira.
Ney Lopes
Jornalista, advogado e ex-deputado federal
www.blogdoneylopes.com.br
ROMPIMENTO
O ministro Garibaldi Filho afirmou, em entrevista à jornalista Ana Ruth, da Tribuna, que o estoque de paciência dele já se esgotou em relação à gestão Rosalba Ciarlini. O pai de Waltinho disse que seu primo Henrique Alves é que tem sido mais paciente nesse caso.
ESTILO
Para quem conhece o estilo de Garibaldi e de Henrique, sabe que as pala...
O leitor desculpe o pessimismo. Não acredito em reforma política aprovada pelo atual Congresso Nacional, mesmo diante do elogiável propósito do presidente da Câmara, Deputado Marco Maia, de colocá-la em votação.
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DESPREZO
O casal Carlos Augusto e Rosalba Ciarlini, comandante do poder no RN, simplesmente desprezou a força política do deputado Henrique Alves. Essa afirmação foi dita pelo próprio Henrique, em entrevista ao JH, em que fala que ficou mais rouco do que é e não foi ouvido pelo casal.
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