Formular críticas e implementar soluções na mesma proporção, é dever de casa pendente Cláudio Emerenciano, Promotor de Justiça
Publicidade
Diretor afirma: perito que analisou assinatura não é do Itep
11/09/2012 14:14
O Instituto Técnico Científico de Polícia (ITEP/RN) afirmou: o perito Antônio Mariano dos Santos Filho não pertence mais aos quadros do órgão. O esclarecimento foi feito porque foi ele o responsável pela análise das assinaturas do ex-presidente do PRB, Jutay Meneses Gomes, e que confirmou ser falsa a assinatura atribuída a ele na procuração que originou a ação contra o deputado estadual Dibson Nasser, virtualmente cassado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN).
"A direção geral do Instituto Técnico-Científico de Polícia informa que nenhuma solicitação foi feita ao Itep para verificar a autenticidade da assinatura em questão. O perito Antônio Mariano dos Santos Filho trabalhou neste Instituto, mas já está aposentado. Portanto, seus pareceres, desde então, têm caráter particular", esclareceu a nota divulgada na manhã de hoje pelo órgão.
A nota ainda coloca que "caso tivesse havido contato, por parte do repórter autor da reportagem, com a direção do Itep, os leitores deste jornal teriam sido informados de maneira correta". Como a matéria foi feita na manhã de sábado, Porém, essa tentativa de contato foi feito na manhã de hoje pela equipe de reportagem d'O JORNAL DE HOJE, contudo, como estava em reunião, o diretor-geral do ITEP, Nazareno de Deus Medeiros Costa, não pôde atender.
De qualquer forma, apesar de não pertencer mais aos quadros do Instituto, o responsável pelo laudo, Antônio Mariano dos Santos Filho, é perito criminal e grafotécnico de matricula número 98.613-5, aposentado da Coordenadoria de Criminalística do ITEP e formado pela Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com estágio na Academia nacional de Polícia do Distrito Federal. Além disso, conforme apontou a defesa do deputado Dibson Nasser, que foi quem procurou a análise de Antônio Mariano, deve incluir o laudo feito por ele ao processo e ainda solicitar que uma nova análise seja feita pela Polícia Federal.
No laudo de Antônio Mariano, a perícia constatou que a procuração que originou a ação contra Dibson Nasser e que teria, supostamente, a assinatura de Jutay Meneses, é "apócrifo, ou seja, não expressa à verdade, haja vista, que a assinatura nele aposto, mesmo tendo filiação gráfica com o punho do escritor, foi transplantada através de escaneamento de outro documento, remotamente expedido e não contemporâneo ao questionado".
A informação era necessária para que o atual presidente do PRB, Valdir Trindade, conseguisse rebater as declarações dadas na sexta-feira, a O JORNAL DE HOJE, pelo advogado Mauro Rebouças, autor da ação e que utilizou para isso a procuração com a suposta assinatura. Segundo o defensor, ele teria recebido a procuração por e-mail em julho de 2010.